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Líderes alertam para o perigo da parceria entre tráfico e cooperativas

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Matéria veiculada pela Rede Globo trouxe a tona a existência de acordos entre o tráfico de drogas e cooperativas de proteção veicular para recuperação de veículos roubados.
Líderes comentam “parceria” de cooperativas com traficantes

Importantes líderes do mercado, os presidentes do Sincor-DF, Dorival Alves de Sousa, e do Sincor-PE, Carlos Valle, se posicionaram sobre a notícia veiculada com destaque pela Rede Globo.

Ambos alertaram que essa “parceria” entre cooperativas e traficantes é mais um claro indício do perigo que ronda a sociedade. “Esse fato demonstra o envolvimento dessas cooperativas e associações com o mundo do crime”, destaca Dorival Alves de Sousa, que também é vice-presidente da Fenacor.

Ele acrescenta que essas associações utilizam situações irreais e criminosas na tentativa de induzir e reduzir custos. “Eu entendo também que esse comportamento provoca o encaminhamento da juventude para o mundo do crime sob a premissa que assaltos, sequestros, roubos de veículos podem, não somente, trazer algum benefício direto, como também induzir a essa prática para poder ter um benefício ilícito e criminoso”, adverte.

Para Dorival de Sousa, diante desse cenário, os Sincors devem, cada vez mais, “denunciar, denunciar e denunciar” para que as autoridades busquem desmascarar a onda criminosa, “falsa de oportunidades e custos atrativos”.

Pensamento idêntico tem Carlos Valle, para quem esse tipo de situação “era de se esperar”. Valle lembra que as associações não seguem regras nem parâmetro algum de trabalho e ainda alimenta o crime. “A falta de padrão, de legislação para regular essa atividade junto às cooperativas fez com que elas praticassem qualquer ato. Não tem outra coisa a não ser esperar problemas dessa ordem”, lamenta o presidente do Sincor-PE.

Para ele, não apenas as cooperativas estão cometendo delitos. “Quem está comprando proteção veicular da mesma forma está contribuindo com o crime. Estão comprando produtos falsos”, frisa.

Vale acentua ainda que o mercado de seguros fez uma contribuição excelente para o país com a “lei do desmonte”, editada em 2014. Para ele, por essa lei, as cooperativas poderiam ser enquadradas. “Será que as cooperativas também não compram peças sem a origem comprovada?”, questiona.

O presidente do Sincor-PE aponta ainda outro paradoxo das pessoas que reclamam do preço do seguro, causado pelo índice de roubo mais alto, e fogem para as cooperativas que alimentam os roubos que elas tanto reclamam. “Quem alimenta isso, está pagando caro”, assinala.

Valle afirma ainda que esse sistema corrupto causa danos às pessoas e deixa todos expostos ao crime e que, por não haver cobrança da legislação, toda sociedade perde.

A exemplo do presidente do Sincor-DF, Valle também incentiva os Sincors a apresentarem denúncias sucessivas contra as cooperativas que atuam irregularmente e cometem crimes. “Esta semana duas foram denunciadas aqui (Pernambuco). Em Caruaru, foram fechadas 30 cooperativas. Mas, infelizmente, o crime existe. Não cansamos de conscientizar nossos clientes. Quando denunciamos, no expomos também. Por isso, é importante que todos se unam. Vamos cobrar do Governo a exigência da Lei do Desmonte”, conclama.